quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Papai Noel existe ...

Vendo esta foto me lembrei de um ocorrido no ano de 2003 que passo a relatar.
Era um domingo, final de tarde. Eu voltava do Estádio Olímpico, depois do Grêmio ter vencido o Paysandu, 2 a 0. Quando o trem chegou na Estação Unisinos, São Leopoldo, eu desembarquei. Devidamente trajado com a camiseta Tricolor, desci as escadarias da estação, dirigindo-me a rua. A minha frente seguiam aproximadamente 10 integrantes da Torcida Jovem do Grêmio que, ao avistarem do outro lado da rua da estação 3 torcedores colorados, identificados com camisetas da Torcida Camisa 12, correram em direção aos "inimigos" para o enfrentamento, afinal, que provocação poderia ser pior do que estarem vestindo a camiseta do arqui-rival? Como eu estava pŕoximo, fiquei acompanhando aquela movimentação. O interessante é que mesmo os colorados estando em menor número, não se assustaram quando perceberam o ataque eminente e desproporcional. Quando estava próximo o encontro entre as facções, o colorado sacou da cintura um revólver 38 e disparou contra os gremistas que vinham da estação. O problema é que foram 4 disparos que atingiram as paredes da estação Unisinos onde, não só torcedores gremistas circulavam, mas sim uma multidão de outras pessoas que, por milagre, não foram atingidas.

Acho que esta história, da qual fui testemunha ocular, ilustra com primor que os dizeres desta fotografia não passam de DEMAGOGIA IMBECIL e HIPÓCRITA.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Desmoralização

Parece que a Confederação Sul-Americana está pronta para anunciar que o campeão da Copa Sul-Americana garanta vaga na próxima Libertadores da América. Se isso acontecer, será a total desmoralização da CONMEBOL. Não porque o Inter é o maior interessado nisso, talvez, o único, mas principalmente porque mudaram as regras durante a competição. Alguém acredita que teria sido diferente se esse critério fosse lançado desde o início? Eu tenho certeza que seria.

Grêmio, São Paulo, Boca Juniors e Palmeiras deram a esta competição a importância que ela merece, ou seja, equipe reserva. O Inter, Botafogo e o Atlético-PR, como não conseguiram nada no Campeonato Brasileiro, dedicaram-se integralmente na pretensão de buscar um título inédito, não mais que isso. Qualquer um que diga o contrário está mentindo. Ninguém sabia que o título valeria vaga na Libertadores, por isso não houve dedicação, afinal, é mais fácil buscar a Libertadores pelo Campeonato Brasileiro ou pela Sul-Americana?

Torço para que a CONMEBOL não confirme esse absurdo. Ou que, pelo menos, isso comece a valer em 2009 para a Libertadores 2010. Qualquer coisa diferente disso é "canetaço", é "virada de mesa", é "entrar pelas portas dos fundos". Logo aqueles que sempre bateram no peito dizendo que nunca fizeram isso ... o mundo dá voltas, hein?!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Culpa do Roth

Era questão de tempo, mas Grêmio resolveu antecipar tudo empatando com o Figueirense, ontem, dentro do Olímpico. Não há mais como ser Campeão Brasileiro em 2008. O Tricolor jogou fora o título mais ganho de sua história.

O que será que está acontecendo para que o Grêmio tenha caído tanto de rendimento? É difícil explicar como uma equipe tão bem montada no primeiro turno sofra um declínio tão grande. O Celso Roth é o culpado, isso é claro. Agora, por favor, sem essa de ficar culpando o Inter que, previsivelmente, entregou o jogo para o São Paulo. O Grêmio faria a mesma coisa.

O negócio agora é assegurar a vaga na Libertadores e esperar o ano que vem. Mais uma vez o sonho se desmorona diante do Figueirense ... mais uma vez.

E o Roth é o culpado.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Impressão

Se eu tivesse que apostar em um campeão brasileiro para este ano, eu apostaria no São Paulo. Hoje, claro, faltando 6 rodadas para o final, é esta a impressão que tenho. Nem vou entrar no mérito de que a tabela favorece a equipe paulista e que os seus adversários estão perdendo as forças no final. Ainda, o Tricolor Paulista conta com um jogador diferenciado e decisivo chamado Hernanes.

No fim de semana o atual campeão enfrenta o misto do Inter no Morumbi. Não sei se a estratégia colorada é "fortalecer" o principal adversário do Grêmio na busca do título. Não sei se essa escalação se dá em função do jogo da volta contra o Boca no meio da semana. Não sei. Pela lógica, acredito que o Inter não terá forçar para vergar o São Paulo dentro da sua casa. É um tanto improvável que isso aconteça e, por conseqüência, o time de Muricy Ramalho deverá somar mais 3 pontos na próxima rodada.

Tudo isso é especulação. O Grêmio não pode reclamar caso o Inter não imponha dificuldades ante ao São Paulo. O Tricolor já teve a "faca e o queijo na mão" para distanciar-se na primeira colocação e não o fez. Isso é culpa do Inter? A única culpa que o colorado tem, atrapalhando a caminhada gremista, foi a chinelada que aplicaram no último GRENAL. No mais, em nada pode o Grêmio reclamar, aliás, nem deste resultado de 4 a 1, pode o Grêmio reclamar.

Já estou até vendo os analistas comentando depois do dia 07/12:
- O Grêmio perdeu o título na derrota para o Goiás dentro do Olímpico;
- O GRENAL abalou o emocional do grupo que não teve forçar para reagir;
- O Roth estava tirando "leite de pedra";
- O grupo do Grêmio é limitado. Foi longe demais.

A verdade é que se o Grêmio não conseguir, foi porque o Grêmio não teve forças para suportar uma competição longa, equilibrada e, na hora da decisão, não foi competente para decidir. Essa é a impressão que tenho.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Na hora de decidir

Deu a lógica na rodada de ontem do Brasileirão. Como era possível prever, o Grêmio não teve forças para enfrentar o Cruzeiro dentro do Mineirão. Claro, os mineiros foram beneficiados com um gol antes do 1º minutos de jogo o que deu uma certa tranqüilidade para que o time pudesse administrar o restante da partida.

Gostei da escalação do Tricolor no jogo de ontem. O time parecia bastante ofensivo, sem temer o adversário. Isso no papel e antes do árbitro iniciar o jogo. Depois de sofrer o primeiro gol, o time buscou o empate de todas as formas. Pereira se machucou e o técnico Celso Roth colocou Perea. A partir disso o esquema mudou, o time passou a jogar no 4-4-2 muito ofensivo. O problema é que esqueceram de combinar com o Cruzeiro. Jogando recuado, Souza se ateve muita à marcação, apoiava pouco e não participou com efetividade da partida. Ao contrário, Felipe Mattione foi um lutador incansável do início ao fim da partida.

Por fim, resta concluir que o Grêmio perdeu porque o Cruzeiro ganhou. O time mineiro foi vibrante, organizado e objetivo. Defendeu-se muito bem e quando atacava levava muito perigo. O resultado foi justo e o campeonato embola definitivamente.

* * * * * * * * * * * * * * *
Estou percebendo que o Grêmio anda vacilando na hora de decidir. Time campeão não pode vacilar na hora da decisão. Nenhum jogador está se destacando e assumindo a responsabilidade de comandar as vitórias gremistas. Observo que no São Paulo a coisa é diferente. Hernanes tem sido um jogador fundamental e decisivo. Os paulistas chegam, a 6 rodadas do final, com pinta de que querem o TRI. Olha, vai ser difícil segurá-los.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Certo vs Errado II

No post anterior de mesmo título, acredito que eu tenha sido mal interpretado. Bom, vou pensar dessa forma, para não pensar que o vírus contaminou cérebros privilegiados da nossa sociedade.

O Armindo argumentou que se pode ir de Curitiba a Porto Alegre por diversas rodovias e nem por isso você está errado na sua escolha. A questão é que optando por qualquer rodovia que seja, você não estará prejudicando ninguém, não estará destruindo nada, nem estará invadindo o espaço de ninguém. Aí que mora o perigo.

Acho que eu também não fui feliz no exemplo que dei, citando a compra do tênis e da calça. Pessoas argumentaram que caso exista um grave problema de saúde em minha família e eu tivesse que optar em gastar o dinheiro nas calça/tênis ou no tratamento do familiar, o que eu faria? Por óbvio optaria por tratar o ente querido, mas não esqueceria, simplesmente, da conta que deixei para trás. Provavelmente, contataria a loja, argumentaria que estou com dificuldades, algo do gênero, se eu não fosse compreendido, pelo menos, não teria enganado ninguém.

Todo mundo sabe o que é certo. A questão não é por onde você vai para fazer a coisa certa, mas sim, fazer a coisa certa. O problema é que, as vezes, fazer o certo é muito mais difícil do que fazer o errado. É mais fácil mentir, esconder, dissimular do que encarar os fatos, expor seus pensamentos e vontades. Eu sei disso, todos sabemos. Não vou mudar o mundo, porque simplesmente não consigo nem mudar a mim mesmo. A questão aqui é meramente filosófica, sem pretensões maiores.

Reflitam, pensem. Talvez agora eu tenha sido mais claro ... vamos ver como repercute dessa vez.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Matemática

O Grêmio venceu o Sport por 1 a 0, ontem, no Olímpico. Fez a sua parte. A briga continua. Estão projetando 74 para o campeão, com isso, é necessário o Tricolor vencer 5 das 7 partidas que restam. Sinceramente? Duvido que isso aconteça. Basta ver que há o enfrentamento com Cruzeiro e Palmeiras longe de Porto Alegre, só aí são dois jogos que dificilmente o Grêmio somará pontos. Nos demais, tem Vitória, Coritiba e outros, ou seja, equipes encardidas que não vão se entregar na reta final do campeonato.

Das duas uma: Ou o Grêmio não atingirá os 74, logo, não será o campeão, ou será campeão com uma pontuação inferior a esta que está sendo projetada. Difícil prever alguma coisa a essa altura.

* * * * * * * * * * * * * * *

Fico me perguntando, se para o Grêmio ser campeão é necessário vencer 5 das 7 partidas que restam e estamos falando do líder da competição, imagina a projeção para as demais equipes que também sonham com o título? Tem alguma coisa estranha nessa matemática.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Bola aérea

Interessante como o futebol mundial evoluiu. Atualmente, não se admite mais um goleiro com menos de 1,80m, um centroavante de baixa estatura ou um zagueiro central que não tenha imposição pela altura. A história está aí para vermos que há pouco tempo atrás as coisas não eram bem assim. Romário tem 1,68m. Maradona mede 1,66m. E aí? Alguém discorda que estes foram dois dos maiores jogadores da história deste esporte?

Pois bem, entendo que a altura dos atletas tornou-se uma necessidade na medida que esta começou a ser exigida no futebol competitivo. Hoje formam-se equipes campeãs, gerações consagradas, tudo em cima da bola aérea e aí, claro, a necessidade de se ter jogadores que operem este belo expediente do futebol. Vou além, ainda é possível dizer que nenhuma equipe brasileira sabe explorar essa jogada na sua plenitude. Mas ela pode ser fatal, pode ser o diferencial.

A bola aérea é o segredo. Aquela equipe que se valer desta jogada estará, invariavelmente, acima das demais. E o segredo não é somente o perfeito posicionamento dos atletas dentro da área, mas sim, como estes atletas golpearão a bola quando da oportunidade de cabeceá-la. A jogada aérea é extremamente difícil de ser marcada, diria eu, que, quando executada com perfeição, é impossível anulá-la. Claro que ela envolve desde a perfeição do cruzamento, o preciso posicionamento na área, a leitura correta da trajetória da bola e, por fim, o golpe preciso e certeiro. Contudo, ainda acredito que o mistério gira em torno do domínio desta técnica, que poucos aprenderam a dominar ao longo dos tempos. Cabecear é para poucos.

* * * * * * * * * * * * * * *

Corinthians e Grêmio enfrentavam-se pelas quartas-de-final da Libertadores/96. O primeiro jogo no Pacaembu. O Tricolor vencia por 2 a 0 quando, no segundo tempo, houve um escanteio a seu favor. Arce preparou-se para a cobrança. Dentro da área, Jardel, um exímio cabeceador, era caçador por Bernardo, volante da equipe paulista. A bola foi alçada na área com extrema perfeição. Jardel buscou o seu encontro enquanto Bernardo lhe agarrava absurdamente pela cintura. Antevendo a trajetória da bola, o centroavante a golpeou com incrível violência. Gol. Bernardo continuava agarrado a sua cintura.

Lembram disso?

domingo, 19 de outubro de 2008

Ai, Celso Roth!

Nada mais me surpreende. Quando todos os resultados combinam e ajudam o Grêmio a distanciar-se na liderança do campeonato, claro, ele próprio tem que dar um jeito de complicar a sua trajetória. Perder para a Portuguesa? Lamentável!

Depois que a Lusa marcou o seu gol, no início do segundo tempo, era possível prever que o Tricolor não teria forças para buscar o empate. Desorganizado, falhando em lances infantis, errando passes de poucos metros e sem objetividade nenhuma, o resultado foi merecido. Não quero acreditar que a eleição presidencial tirou o foco do grupo gremista, poxa, mas perder para a Portuguesa, não tem explicação.

Parece que o Celso Roth não vai deixar o Grêmio ser campeão mesmo. De onde ele tirou Ortemann no lugar do Rafael Carioca? Ainda o empate não era um bom resultado para o Tricolor em SP. Só a vitória interessava. Por isso, penso que o grupo deveria ter buscado esse resultado incessantemente, mas não foi o que aconteceu. Time apático, sem vontade e recheado de erros primários.

Cadê o Reinaldo? O que ele fez para o Roth dar esse "chá de banco" nele? Perea, Morales e Soares não atam as chuteiras deste jogador que toda vez que atuou, marcou, as vezes impressionantes 3 gols em menos de 30 minutos.

Olha, Celso Roth, ninguém mandou tu plantar esperança nos corações gremistas. Agora queremos o título e tu não vai estragar tudo. O Grêmio vai buscar essa conquista apesar de ti e apesar do STJD.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Efeito suspensivo - transcrição

Processo nº 208/2008 – STJD
Recursos Voluntários

Fatos diversos veiculados por programa de televisão de larga aceitação resultaram em denuncia e subseqüente condenação dos atletas, Carlos Alberto Gomes de Jesus, Jorge Henrique de Souza, do Botafogo F.R., Rever Humberto Alves de Araújo, Richard Javier Morales Aguirre e Leonardo Renan Simões de Lacerda, do Grêmio Foot Ball Porto Alegrense, em partida realizada no Estádio Olímpico em Porto Alegre (RS).

O edito condenatório (certidão, p.32, ausente acordão) é alvo de tempestivos Recursos (que recebo) com pedidos de suspensão de seus efeitos.

Defiro o efeito suspensivo requerido por ambas as Agremiações e por seus atletas em face da presença do fumus boni iurus e do periculum in mora emergentes.

De fato.

Sem adentrar no exame crítico-valorativo das penas impostas, convenientes a juízo da Egrégia Comissão Disciplinar, não se pode afastar no exame da hipótese, afinalidade da pena que, segundo a melhor doutrina, é preventiva e emendativa.

As penas impostas e, no caso, até se abstratamente consideradas (se por prazo ou partida) não podem ter condão de, na prática, afastar os atletas considerados de fase decisiva do Campeonato, que implicaria em eliminação prática, até porque, as circunstâncias judiciais em presença, inclusive antecedentes, indicam a necessidade de uma segunda ótica antes que o decisum opere efetivamente.

É como fundamento o deferimento dos pedidos do efeito suspensivo, cujas judiciosas considerações são aqui acolhidas.

P.R.I.

Após, a Douta Procuradoria Geral de Justiça Desportiva.

Rio , 16 de outubro de 2008.

Dr. Virgílio Augusto da Costa Val
Vice Presidente no exercício da Presidência na eventual ausência do Presidente do STJD

* * * * * * * * * * * * * * *

Alguém conseguiu entender os motivos que levaram o Dr Virgílio a deferir o Efeito Suspensivo em favor dos atletas gremistas? Na verdade, ele baseou-se quase que exclusivamente em fundamentos processuais para justificar sua decisão. Cabe o esclarecimento aqui que os três jogadores não foram absolvidos, mas sim, como direi ... "responderão em liberdade" até um novo julgamento. Essa é a função do tal recurso, ou seja, solicita-se novo julgamento, em instância superior, e pede-se a liberação dos atletas até que esse julgamento ocorra.

Os fundamentos processuais fumus boni iurus (fumaça de bom direito) e periculum in mora (perigo de que os prejuízos causados sejam danosos e/ou irreversíveis) são argumentos que os magistrados usam quando despacham algum pedido liminar, cautelar. Ressalto que não foi avaliado o mérito da questão. O Dr Virgílio não julgou se os jogadores gremistas são ou não culpados pelos incidentes da partida em questão, ele simplesmente entendeu que, dada a gravidade do ocorrido, fazia-se necessário novo julgamento e, para evitar prejuízos maiores, os atletas deveriam continuar atuando até que este ocorra.

Acredito que no novo julgamento, Morales e Rever devam ser absolvidos ou pegar penas bem mais brandas. Já o zagueiro Léo deve ser suspenso, talvez não por 120 dias como foi no primeiro julgamento, mas ainda assim, com uma pena bem encorpada.