sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Impressão

Se eu tivesse que apostar em um campeão brasileiro para este ano, eu apostaria no São Paulo. Hoje, claro, faltando 6 rodadas para o final, é esta a impressão que tenho. Nem vou entrar no mérito de que a tabela favorece a equipe paulista e que os seus adversários estão perdendo as forças no final. Ainda, o Tricolor Paulista conta com um jogador diferenciado e decisivo chamado Hernanes.

No fim de semana o atual campeão enfrenta o misto do Inter no Morumbi. Não sei se a estratégia colorada é "fortalecer" o principal adversário do Grêmio na busca do título. Não sei se essa escalação se dá em função do jogo da volta contra o Boca no meio da semana. Não sei. Pela lógica, acredito que o Inter não terá forçar para vergar o São Paulo dentro da sua casa. É um tanto improvável que isso aconteça e, por conseqüência, o time de Muricy Ramalho deverá somar mais 3 pontos na próxima rodada.

Tudo isso é especulação. O Grêmio não pode reclamar caso o Inter não imponha dificuldades ante ao São Paulo. O Tricolor já teve a "faca e o queijo na mão" para distanciar-se na primeira colocação e não o fez. Isso é culpa do Inter? A única culpa que o colorado tem, atrapalhando a caminhada gremista, foi a chinelada que aplicaram no último GRENAL. No mais, em nada pode o Grêmio reclamar, aliás, nem deste resultado de 4 a 1, pode o Grêmio reclamar.

Já estou até vendo os analistas comentando depois do dia 07/12:
- O Grêmio perdeu o título na derrota para o Goiás dentro do Olímpico;
- O GRENAL abalou o emocional do grupo que não teve forçar para reagir;
- O Roth estava tirando "leite de pedra";
- O grupo do Grêmio é limitado. Foi longe demais.

A verdade é que se o Grêmio não conseguir, foi porque o Grêmio não teve forças para suportar uma competição longa, equilibrada e, na hora da decisão, não foi competente para decidir. Essa é a impressão que tenho.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Na hora de decidir

Deu a lógica na rodada de ontem do Brasileirão. Como era possível prever, o Grêmio não teve forças para enfrentar o Cruzeiro dentro do Mineirão. Claro, os mineiros foram beneficiados com um gol antes do 1º minutos de jogo o que deu uma certa tranqüilidade para que o time pudesse administrar o restante da partida.

Gostei da escalação do Tricolor no jogo de ontem. O time parecia bastante ofensivo, sem temer o adversário. Isso no papel e antes do árbitro iniciar o jogo. Depois de sofrer o primeiro gol, o time buscou o empate de todas as formas. Pereira se machucou e o técnico Celso Roth colocou Perea. A partir disso o esquema mudou, o time passou a jogar no 4-4-2 muito ofensivo. O problema é que esqueceram de combinar com o Cruzeiro. Jogando recuado, Souza se ateve muita à marcação, apoiava pouco e não participou com efetividade da partida. Ao contrário, Felipe Mattione foi um lutador incansável do início ao fim da partida.

Por fim, resta concluir que o Grêmio perdeu porque o Cruzeiro ganhou. O time mineiro foi vibrante, organizado e objetivo. Defendeu-se muito bem e quando atacava levava muito perigo. O resultado foi justo e o campeonato embola definitivamente.

* * * * * * * * * * * * * * *
Estou percebendo que o Grêmio anda vacilando na hora de decidir. Time campeão não pode vacilar na hora da decisão. Nenhum jogador está se destacando e assumindo a responsabilidade de comandar as vitórias gremistas. Observo que no São Paulo a coisa é diferente. Hernanes tem sido um jogador fundamental e decisivo. Os paulistas chegam, a 6 rodadas do final, com pinta de que querem o TRI. Olha, vai ser difícil segurá-los.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Certo vs Errado II

No post anterior de mesmo título, acredito que eu tenha sido mal interpretado. Bom, vou pensar dessa forma, para não pensar que o vírus contaminou cérebros privilegiados da nossa sociedade.

O Armindo argumentou que se pode ir de Curitiba a Porto Alegre por diversas rodovias e nem por isso você está errado na sua escolha. A questão é que optando por qualquer rodovia que seja, você não estará prejudicando ninguém, não estará destruindo nada, nem estará invadindo o espaço de ninguém. Aí que mora o perigo.

Acho que eu também não fui feliz no exemplo que dei, citando a compra do tênis e da calça. Pessoas argumentaram que caso exista um grave problema de saúde em minha família e eu tivesse que optar em gastar o dinheiro nas calça/tênis ou no tratamento do familiar, o que eu faria? Por óbvio optaria por tratar o ente querido, mas não esqueceria, simplesmente, da conta que deixei para trás. Provavelmente, contataria a loja, argumentaria que estou com dificuldades, algo do gênero, se eu não fosse compreendido, pelo menos, não teria enganado ninguém.

Todo mundo sabe o que é certo. A questão não é por onde você vai para fazer a coisa certa, mas sim, fazer a coisa certa. O problema é que, as vezes, fazer o certo é muito mais difícil do que fazer o errado. É mais fácil mentir, esconder, dissimular do que encarar os fatos, expor seus pensamentos e vontades. Eu sei disso, todos sabemos. Não vou mudar o mundo, porque simplesmente não consigo nem mudar a mim mesmo. A questão aqui é meramente filosófica, sem pretensões maiores.

Reflitam, pensem. Talvez agora eu tenha sido mais claro ... vamos ver como repercute dessa vez.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Matemática

O Grêmio venceu o Sport por 1 a 0, ontem, no Olímpico. Fez a sua parte. A briga continua. Estão projetando 74 para o campeão, com isso, é necessário o Tricolor vencer 5 das 7 partidas que restam. Sinceramente? Duvido que isso aconteça. Basta ver que há o enfrentamento com Cruzeiro e Palmeiras longe de Porto Alegre, só aí são dois jogos que dificilmente o Grêmio somará pontos. Nos demais, tem Vitória, Coritiba e outros, ou seja, equipes encardidas que não vão se entregar na reta final do campeonato.

Das duas uma: Ou o Grêmio não atingirá os 74, logo, não será o campeão, ou será campeão com uma pontuação inferior a esta que está sendo projetada. Difícil prever alguma coisa a essa altura.

* * * * * * * * * * * * * * *

Fico me perguntando, se para o Grêmio ser campeão é necessário vencer 5 das 7 partidas que restam e estamos falando do líder da competição, imagina a projeção para as demais equipes que também sonham com o título? Tem alguma coisa estranha nessa matemática.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Bola aérea

Interessante como o futebol mundial evoluiu. Atualmente, não se admite mais um goleiro com menos de 1,80m, um centroavante de baixa estatura ou um zagueiro central que não tenha imposição pela altura. A história está aí para vermos que há pouco tempo atrás as coisas não eram bem assim. Romário tem 1,68m. Maradona mede 1,66m. E aí? Alguém discorda que estes foram dois dos maiores jogadores da história deste esporte?

Pois bem, entendo que a altura dos atletas tornou-se uma necessidade na medida que esta começou a ser exigida no futebol competitivo. Hoje formam-se equipes campeãs, gerações consagradas, tudo em cima da bola aérea e aí, claro, a necessidade de se ter jogadores que operem este belo expediente do futebol. Vou além, ainda é possível dizer que nenhuma equipe brasileira sabe explorar essa jogada na sua plenitude. Mas ela pode ser fatal, pode ser o diferencial.

A bola aérea é o segredo. Aquela equipe que se valer desta jogada estará, invariavelmente, acima das demais. E o segredo não é somente o perfeito posicionamento dos atletas dentro da área, mas sim, como estes atletas golpearão a bola quando da oportunidade de cabeceá-la. A jogada aérea é extremamente difícil de ser marcada, diria eu, que, quando executada com perfeição, é impossível anulá-la. Claro que ela envolve desde a perfeição do cruzamento, o preciso posicionamento na área, a leitura correta da trajetória da bola e, por fim, o golpe preciso e certeiro. Contudo, ainda acredito que o mistério gira em torno do domínio desta técnica, que poucos aprenderam a dominar ao longo dos tempos. Cabecear é para poucos.

* * * * * * * * * * * * * * *

Corinthians e Grêmio enfrentavam-se pelas quartas-de-final da Libertadores/96. O primeiro jogo no Pacaembu. O Tricolor vencia por 2 a 0 quando, no segundo tempo, houve um escanteio a seu favor. Arce preparou-se para a cobrança. Dentro da área, Jardel, um exímio cabeceador, era caçador por Bernardo, volante da equipe paulista. A bola foi alçada na área com extrema perfeição. Jardel buscou o seu encontro enquanto Bernardo lhe agarrava absurdamente pela cintura. Antevendo a trajetória da bola, o centroavante a golpeou com incrível violência. Gol. Bernardo continuava agarrado a sua cintura.

Lembram disso?

domingo, 19 de outubro de 2008

Ai, Celso Roth!

Nada mais me surpreende. Quando todos os resultados combinam e ajudam o Grêmio a distanciar-se na liderança do campeonato, claro, ele próprio tem que dar um jeito de complicar a sua trajetória. Perder para a Portuguesa? Lamentável!

Depois que a Lusa marcou o seu gol, no início do segundo tempo, era possível prever que o Tricolor não teria forças para buscar o empate. Desorganizado, falhando em lances infantis, errando passes de poucos metros e sem objetividade nenhuma, o resultado foi merecido. Não quero acreditar que a eleição presidencial tirou o foco do grupo gremista, poxa, mas perder para a Portuguesa, não tem explicação.

Parece que o Celso Roth não vai deixar o Grêmio ser campeão mesmo. De onde ele tirou Ortemann no lugar do Rafael Carioca? Ainda o empate não era um bom resultado para o Tricolor em SP. Só a vitória interessava. Por isso, penso que o grupo deveria ter buscado esse resultado incessantemente, mas não foi o que aconteceu. Time apático, sem vontade e recheado de erros primários.

Cadê o Reinaldo? O que ele fez para o Roth dar esse "chá de banco" nele? Perea, Morales e Soares não atam as chuteiras deste jogador que toda vez que atuou, marcou, as vezes impressionantes 3 gols em menos de 30 minutos.

Olha, Celso Roth, ninguém mandou tu plantar esperança nos corações gremistas. Agora queremos o título e tu não vai estragar tudo. O Grêmio vai buscar essa conquista apesar de ti e apesar do STJD.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Efeito suspensivo - transcrição

Processo nº 208/2008 – STJD
Recursos Voluntários

Fatos diversos veiculados por programa de televisão de larga aceitação resultaram em denuncia e subseqüente condenação dos atletas, Carlos Alberto Gomes de Jesus, Jorge Henrique de Souza, do Botafogo F.R., Rever Humberto Alves de Araújo, Richard Javier Morales Aguirre e Leonardo Renan Simões de Lacerda, do Grêmio Foot Ball Porto Alegrense, em partida realizada no Estádio Olímpico em Porto Alegre (RS).

O edito condenatório (certidão, p.32, ausente acordão) é alvo de tempestivos Recursos (que recebo) com pedidos de suspensão de seus efeitos.

Defiro o efeito suspensivo requerido por ambas as Agremiações e por seus atletas em face da presença do fumus boni iurus e do periculum in mora emergentes.

De fato.

Sem adentrar no exame crítico-valorativo das penas impostas, convenientes a juízo da Egrégia Comissão Disciplinar, não se pode afastar no exame da hipótese, afinalidade da pena que, segundo a melhor doutrina, é preventiva e emendativa.

As penas impostas e, no caso, até se abstratamente consideradas (se por prazo ou partida) não podem ter condão de, na prática, afastar os atletas considerados de fase decisiva do Campeonato, que implicaria em eliminação prática, até porque, as circunstâncias judiciais em presença, inclusive antecedentes, indicam a necessidade de uma segunda ótica antes que o decisum opere efetivamente.

É como fundamento o deferimento dos pedidos do efeito suspensivo, cujas judiciosas considerações são aqui acolhidas.

P.R.I.

Após, a Douta Procuradoria Geral de Justiça Desportiva.

Rio , 16 de outubro de 2008.

Dr. Virgílio Augusto da Costa Val
Vice Presidente no exercício da Presidência na eventual ausência do Presidente do STJD

* * * * * * * * * * * * * * *

Alguém conseguiu entender os motivos que levaram o Dr Virgílio a deferir o Efeito Suspensivo em favor dos atletas gremistas? Na verdade, ele baseou-se quase que exclusivamente em fundamentos processuais para justificar sua decisão. Cabe o esclarecimento aqui que os três jogadores não foram absolvidos, mas sim, como direi ... "responderão em liberdade" até um novo julgamento. Essa é a função do tal recurso, ou seja, solicita-se novo julgamento, em instância superior, e pede-se a liberação dos atletas até que esse julgamento ocorra.

Os fundamentos processuais fumus boni iurus (fumaça de bom direito) e periculum in mora (perigo de que os prejuízos causados sejam danosos e/ou irreversíveis) são argumentos que os magistrados usam quando despacham algum pedido liminar, cautelar. Ressalto que não foi avaliado o mérito da questão. O Dr Virgílio não julgou se os jogadores gremistas são ou não culpados pelos incidentes da partida em questão, ele simplesmente entendeu que, dada a gravidade do ocorrido, fazia-se necessário novo julgamento e, para evitar prejuízos maiores, os atletas deveriam continuar atuando até que este ocorra.

Acredito que no novo julgamento, Morales e Rever devam ser absolvidos ou pegar penas bem mais brandas. Já o zagueiro Léo deve ser suspenso, talvez não por 120 dias como foi no primeiro julgamento, mas ainda assim, com uma pena bem encorpada.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Soneto de fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinícius de Moraes

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

STJD

Ao ler, agora, o resultado do julgamento dos atletas gremistas pelo STJD, lembrei-me de um grande amigo, já no andar de cima, o Sgt Meireles. No dia 26 Nov 2005, dia da Batalha dos Aflitos, eu assistia o jogo em casa, quando começaram os incidentes da partida. Quatro jogadores gremistas expulsos, pênalti contra e muito tumulto. Enquanto tudo isso acontecia, o Sgt Meireles, muito colorado, me ligou:

- Vocês tem que expulsar mais um jogador para que o jogo acabe. Não tem mais o que fazer. O Grêmio tem que sair de campo.
- Tá, tá bom - respondi e desliguei.

Lógico que o Meireles não tinha interesse nenhum em ajudar o Grêmio, muito pelo contrário, ele queria só me azucrinar.

Depois que o Náutico errou o pênalti e o Andershow ainda empurrou um golzinho neles, óbvio, corri para o telefone sedento para extravazar minha euforia. Liguei para o Meireles e ele já sabendo do que se tratava, atendeu o telefone rindo:

- Fala, gremista!
- O Sr sabe pq o Náutico errou o pênalti?
- Não, por que?
- Porque o GRÊMIO é muito maior que o Náutico, muito maior que a Segunda Divisão, muito maior que esse árbitro de merda, muito maior que tudo. O GRÊMIO é IMORTAL. - e desliguei.

Contei toda essa história para lembrar do meu saudoso amigo e também para exemplificar o momento Tricolor. Podem suspender os jogadores, podem fechar os portões do Olímpico, podem prejudicar o time em campo, podem não marcar pênaltis ... podem fazer o que quiserem. Nada disso irá adiantar. O Grêmio é muito maior do que isso. O Grêmio é sempre, contra tudo e contra todos. Só estão dando munição para o IMORTAL. E a gente agradece todo apoio vindo do centro do País. Obrigado senhores juízes do STJD. Os senhores estão nos ajudando muito.

* * * * * * * * * * * * * * *

Eu sei de uma equipe que até hoje chora por causa do tal STJD. "Ai, ai, ai, o Sveiter nos prejudicou ... buá, buá, buá!!!". Na oportunidade eu comentava que quando um time de fora do Eixo RJ-SP resolve ser campeão brasileiro, ele tem que ser contra tudo e contra todos, porque sempre farão de tudo para tirar o título dessa equipe. Tem que ser assim. Sempre será assim. Quem não se adaptar chorará eternamente, como alguns.

Já dizia Benito Mussolini: "É melhor viver 10 anos como leão, do que 100 como cordeiro".

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Certo vs Errado

Já escrevi aqui neste espaço que só existe uma maneira de fazer a coisa certa: é fazer a coisa certa. Tudo que não for certo é errado. Simples, né? Nem tanto! Dada a condição pecadora da raça humana, diversas vezes, erramos, contamos mentiras, traímos, enganamos, roubamos e afins. Não quero acabar com as mazelas do mundo, não sou tão pretensioso, só quero deixar claro que o que é errado, por óbvio, não é certo.

Sei que existem milhões de desculpas para que as pessoas se comportem dessa ou daquela maneira. Mas, já dizia o velho e conhecido refrão que "um erro não justifica o outro". Os princípios que regem a NOSSA sociedade são claros quanto ao comportamento que devemos adotar em qualquer circunstância. Um exemplo: Se você comprar uma calça e um tênis em determinada loja, prometer pagar em 30 dias e não o fizer, é certo? Alguém aqui precisa consultar algum manual, alguma enciclopédia para saber que isso é errado? Aposto que não. E não adianta vir com conversinha fiada de que "o mundo isso, o mundo aquilo", "o que é certo para mim, pode não ser certo para você", sem essa.

Nada justifica o erro, a não ser a nossa condição pecaminosa, a nossa imperfeição. E, olha, não estou me baseando em ensinamentos bíblicos ou religiosos. Estou apenas dizendo o que todo mundo sabe, mas que, para justificar suas falhas, as vezes, parece que esquecem.