quinta-feira, 31 de maio de 2007

GRÊMIO 2 x 0 Santos - Libertadores 2007

Numa noite gelada, no Estádio Olímpico, o Grêmio fez 2 a 0 no Santos e deu um passo importante rumo às finais da Libertadores. É apenas um passo. O carimbo definitivo só poderá ser conseguido ao término dos 90 min do próximo jogo, na Vila Belmiro.
Ontem, não teve apelo para a imortalidade. Ontem, o Grêmio foi superior ao adversário. Os números finais mostram que o Tricolor arrematou dezoito vezes contra apenas dois do time paulista. Os 2 a 0 construídos ainda no primeiro tempo, refletiram uma equipe consciente em campo. O Tricolor sabia o que queria e sabia o que podia. O Santos acabou envolvido pelo ímpeto gremista, tanto, que no primeiro tempo, os paulistas não conseguiam trocar três passes consecutivos. O Grêmio adiantou sua marcação e pressionava o adversário na saída de bola.
O experiente time santista quase marcou aos 12 min. Saja fez importante intervenção num chute violento do atacante Marcos Aurélio. Depois disso, só deu Grêmio. O árbitro argentino Sergio Pezzotta sonegou uma penalidade a favor dos gaúchos, numa bola que, claramente, tocou no braço do lateral Alessandro. Minutos depois, Diego Souza foi derrubado dentro da área. Pênalti. Tcheco cobrou com perfeição: 1 a 0.
A torcida ainda comemorava o gol quando Carlos Eduardo roubou a bola de Adaílton e, na saída de Fábio Costa, marcou o segundo gol. Festa no Olímpico: 2 a 0.
Tcheco, foi bem enquanto esteve em campo. Ele deu lugar a Ramón que também teve uma bela participação. Gavilán teve uma noite brilhante, marcou, passou, construiu e destruiu. Lúcio, mais uma vez, muito eficiente no apoio. A defensiva gremista foi impecável. Sandro Goiano teve boa atuação, mas levou um cartão amarelo completamente desnecessário. Tuta cumpriu, em partes, o seu papel. Reteve a bola, teve movimentação, mas não marcou. Carlos Eduardo foi estupendo, simplesmente, o melhor em campo. Dos pés dele nasciam todas as jogadas pelo lado esquerdo. Dos pés dele aconteceu o segundo gol.
O Grêmio leva para o segundo jogo uma boa vantagem, não mais do que isso. É preciso ter muita cautela lá em SP. O Santos é uma grande equipe e, dentro da sua casa, terá muito mais forças do que teve no Olímpico. O Tricolor deu o primeiro passo. Foi apenas um passo. Nada está decidido.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Irmãos Metralha

Depois de ser acusado de furtar gravatas nos EUA, o rabino Henry Sobel, presidente licenciado da Congregação Israelita Paulista, declarou à imprensa que "jamais teve a intenção de furtar qualquer objeto". O curioso é que os circuitos internos de câmeras das lojas onde o rabino teria agido, o flagaram em condições, no mínimo, suspeitas.
Com amplo acesso aos meios de comunicação nacional, Sobel desculpou-se dizendo: "Eu acredito naquilo que os médicos dizem aqui, que foi uma overdose, uma dosagem exagerada de remédios, e isso mexeu com a minha química cerebral e mudou o meu comportamento. Não importa. Eu fico profundamente aborrecido, constrangido com aquilo que aconteceu. Aquilo que aconteceu jamais deveria ter acontecido".
Que bela justificativa, eu realmente estou comovido! O interessante é que a overdose de remédios não tirou a lucidez do rabino na hora da escolha dos estabelecimentos. Os alvos foram lojas de grifes famosas como Gucci, Louis Vitton e Giorgio Armani, e cada gravata custando, em média, US$ 180. O gesto toma proporções gigantescas pela figura religiosa que Sobel representa. Uma vergonha!

* * * * * * * * * * * * * * *

O senador Renan Calheiros desmentiu a reportagem publicada na Veja de que Cláudio Gontijo, lobista da construtora Mendes Júnior, uma das maiores do país, pagava R$ 16 mil por mês à jornalista Mônica Veloso, mãe de uma filha de três anos de Renan. O senador garante que tem como provar a origem do dinheiro que remetia a sua filha gerada fora do casamento.
Patético foi o constrangimento que o senador impôs à sua família. Defendendo-se das acusações da revista, Calheiros pediu desculpas a sua esposa pela exposição e pôs documentos a disposição de quem quisesse, que segundo ele, comprovavam a origem do dinheiro remetido a sua filha com Mônica Veloso.
O histórico de maracutaias desabonam o senador. Renan Calheiros era o líder da "tropa de choque" no governo Fernando Collor e hoje, curiosamente, faz parte do coalisão que apóia o governo Lula.
Fiel ao seu aliado, o Presidente da República saiu em defesa de Calheiros dizendo: "Aprendi, nesse período todo, que pobre de quem fizer julgamento de alguma pessoa por uma matéria (de jornal). Porque, senão, nós estaremos banindo do País uma conquista que foi nossa", referindo-se a democracia e a liberdade de imprensa, e completou: "Renan é inocente até que se prove contrário".
Realidades deste Brasil de impunidades.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Brasileirão - 3ª rodada

Fluminense 3 x 0 INTER
O Inter foi ao Rio de Janeiro, enfrentou o misto do Fluminense e conheceu a sua terceira derrota consecutiva na competição.
No início da partida, o colorado até levou perigo ao gol dos cariocas. As principais jogadas eram construídas por Pato pelo lado direito, mas sempre paravam na defensiva tricolor. O gol do Fluminense, marcado ainda no primeiro tempo, desestabilizou o time colorado que, no segundo tempo, sofreu mais dois gols inacreditáveis.
O segundo gol carioca, marcado no início do segundo tempo, denunciou uma defensiva vermelha amplamente mal posicionada. O terceiro, além de novamente estar mal posicionada, a zaga se quer conseguiu parar o avanço de Roger, lateral esquerdo do Flu, numa arrancada que partiu do campo de defesa carioca, o cruzamento da linha de fundo para trás encontrou Tiuí completamente livre para empurrar a bola para as redes. Placar final: 3 x 0.
O Inter é o lanterna da competição com nenhum ponto somado.

* * * * * * * * * * * * * * *

GRÊMIO 1 x 0 Sport Recife
Com o time misto, o Tricolor conseguiu vencer o Sport e somar mais três pontos na competição. O gol saiu logo a 3 min de partida, um chute cruzado de Ramón, contou com o desvio do zagueiro para enganar o goleiro e ir para as redes.
O Grêmio teve amplo domínio no primeiro tempo. Diego Souza e Ramon foram muito eficientes e eram sempre os protagonistas dos principais ataques gremistas. Schiavi e Pereira na zaga foram, mais uma vez, um pesadelo. Não comprometeram, mas também não inspiram nenhuma confiança. Tuta, visivelmente fora de forma, perdeu, no mínimo três chances de marcar.
No segundo tempo, o Sport equilibrou a partida, chegou a empatar o jogo, mas teve seu gol bem anulado pelo auxiliar que marcou impedimento do ataque. A torcida teve que roer unhas até o final do jogo, que de bom e efetivo mesmo só teve o placar favorável aos gaúchos: 1 a 0.
O Grêmio ocupa a 7ª colocação na tabela com 6 pontos ganhos.

sábado, 26 de maio de 2007

Craque vs Bom jogador

Procuro entender o que acontece com o atacante Alexandre Pato do Internacional. Aquele que apareceu para o grande público, naquele jogo contra o Palmeiras, no ano passado, marcando um gol nos minutos iniciais e tendo belíssima atuação parece não ter mais voltado ao Beira Rio. Ou será que depositaram confiança demais numa promessa que ainda está por surgir? Não podemos dizer, hoje, que Pato é um craque. Craques decidem jogos, desequilibram, mesmo quando o seu time vai mal. E aí, eu lembro o início da carreira do Ronaldinho no Grêmio e todos os jogos que ele venceu sozinho. Os exemplos vão além de Ronaldinho. Ânderson foi outro que decidiu quando mais a equipe precisava dele. Esses são craques. São jogadores que você não sabe em que momento ele pode surgir para acabar com a partida. Pato ainda não fez isso. Ele só mostrou, até agora, ser um bom jogador, não mais que isso. Para os "craques" não valem aquelas desculpas de que "a bola não tá chegando", ou que "o time não colabora". Essas frases valem para justificar atuações ruins de bons jogadores. Por exemplo, Carlos Eduardo é um bom jogador. Tem movimentação, participação e costuma se destacar sempre nos jogos do Grêmio, seja com o time atuando mal ou bem. E sua classificação é "inferior" a de Pato. Mas quem tem sido mais produtivo para suas equipes? Talvez a carência de grandes atletas nos faça rotular bons jogadores como craques, depositando neles todas as nossas esperanças de um futuro melhor para o nosso time. Mas é importante não darmos o passo maior que a perna, "bom jogador" é uma coisa, "craque" é outra completamente diferente.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Haiti: Eu vi assim

O DIA DO ENGARRAFAMENTO, parte 3
Porto Príncipe, Haiti, 28 de agosto de 2004.
Fomos até quase sair da cidade. Andamos tanto naquela direção que não sabíamos mais onde estávamos. O senso de direção de todos, naquela viatura, tinha ido pro “barro”. Estávamos perdidos, e agora? Resolvemos parar o caminhão e perguntar para alguém como deveríamos fazer para voltar para a Base. Paramos num lugar escuro e com pouco movimento. Chamei um senhor que me parecia ser confiável. Demorou uns 3 minutos para ele entender que eu estava chamando ele e, na esperança de que ele, ao menos, falasse inglês, arrisquei:
- Do you speak english?
- No. French and Creole.
- Agora lascou tudo! Tentei mais algumas palavras em inglês com ele, mas ele não entendia nada e ainda disse assim, em creole: - Vocês são brasileiros?
- Eu sou fanático pelo Brasil! - Ok, amigo, obrigado! Foi cômica aquela cena. Nós tentando nos achar e o senhor dizendo que era fanático pelo Brasil, valeu, pelo menos, para rirmos um pouco. Seguimos a viagem em direção desconhecida. Já fazia, pelo menos, 2 horas que nós tínhamos saído do local do jogo e não sabíamos nem aproximadamente que horas chegaríamos a base novamente. A viagem seguiu por uma rodovia que parecia nos levar para fora da cidade, andamos muito, poucos carros apareciam nela e os que apareciam andavam na nossa contra-mão. Comecei a ficar preocupado. Sugeri parar em algum posto e perguntar onde estávamos, mas não aparecia nenhum posto ao longo da rodovia. Seguimos andando por mais 30 minutos até que avistamos luzes e algumas pessoas, a chuva tinha diminuído. Paramos num posto e, por sorte, tinha uma viatura da Polícia Nacional Haitiana parada lá também. Muitas pessoas se abrigavam em baixo da cobertura do posto. Encostamos o caminhão e eu chamei um dos policiais e perguntei, se ele falava inglês, ele respondeu que falava um pouco. Perguntei como deveríamos fazer para voltar para a base, dando como referência a universidade, ele fez uma cara de que estávamos muito longe e respondeu perguntando se queríamos que eles nos levasse até a base, foi a nossa salvação. Aceitamos a gentileza e seguimos atrás dos policiais. A viatura deles seguiu por aquela estrada esburacada com a sirene e o “giroflex” ligados, nós tínhamos alguma dificuldade para segui-los porque estávamos de caminhão e eles de camionete. Eles no levaram por algumas estradas conhecidas, porém, quando achávamos que estávamos localizados, nos perdíamos de novo e continuávamos a seguir os policiais. Ocorreu-me um problema enquanto andávamos: Fatalmente iríamos cair no mesmo engarrafamento que fez com que déssemos toda essa volta. E não deu outra. Avistamos o engarrafamento há uns 100 metros de distância e começamos a rir. O policial que nos levou até o local estacionou a sua viatura e falou assim: - Bom, daqui vocês sabem seguir sozinhos, né?! - Saber, nós sabemos, mas era exatamente deste engarrafamento que queríamos escapar – Respondi. Tudo bem, o tumulto já estava bem menor. Desci do caminhão e segui a pé na frente, balizando o caminho para a vinda do nosso caminhão. Após alguns gritos e gestos conseguimos, finalmente, nos livrar daquele entrevero. Por volta das 21h, chegamos na Base Alfa, detalhe, saímos do local do jogo por volta das 17h30min, mais de três horas de correria para fugir do congestionamento e chegar em casa, mas enfim, isto é o Haiti.

* * * * * * * * * * * * * * * *

A parte 1 desta história foi publicada, neste blog, no dia 5 de março e a parte 2 no dia 24 de março.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Não é uma piada

Durante uma aula de programação de computador, linguagem Pascal, a professora explica à turma a atividade:
- Cada um me entregue um disquete em branco para que eu possa salvar o programa com defeito .... blá, blá, blá ...
Em meio a explicação da professora, a aluna se vira para a colega e diz:
- Eu não tenho disquete branco, será que pode ser aqueles pretinhos?

GRÊMIO 2 x 0 Defensor - Libertadores 2007

Ontem, o Grêmio teve mais sorte do que juízo. Necessitando fazer três gols de diferença para seguir adiante na competição, o Tricolor precisou da famigerada disputa por pênaltis para eliminar os uruguaios do Defensor e garantir a sua vaga na semi-final da Libertadores 2007.
Para quem apostava que o Defensor viria a Porto Alegre com o único intuito de se defender, mudou de opinião assim que a bola rolou. Os uruguaios não se intimidaram diante da massa gremista e trataram de explorar os contra-ataques sempre com muito perigo. Mas o Grêmio impôs a sua condição de time mandante e criou boas chances no primeiro tempo. A busca pelo gol teve resultado aos 22 min, quando Tcheco cobrou falta e, contando com a ajuda do goleiro Martín Silva, fez o primeiro. Era necessário mais dois para garantir a classificação dentro dos 90 min. O Grêmio sabia que se terminasse o primeiro tempo com, no mínimo, 2 a 0 no placar as coisas melhorariam muito. Aos 40 min, Sandro Goiano apanhou um rebote pelo lado esquerdo do ataque e acionou o zagueiro Teco, este invadiu a área a tocou na saída do goleiro: 2 a 0 e fim do primeiro tempo.
A torcida retomou a confiança, o terceiro gol estava próximo.
Mas o que se viu no segundo tempo foi um Defensor impecável na marcação. Os uruguaios adiantaram o seu time e o Tricolor teve muitas dificuldades para sair jogando. Apelando sempre para as ligações diretas defesa-ataque, o Grêmio não teve sucesso algum. O tempo passou e a decisão por pênaltis foi a solução. Na cabeça do torcedor, a lembrança: 2002. Quartas-de-final da Libertadores. Grêmio e Olímpia-PAR. Pênaltis e eliminação. Será que esse fantasma continuava pairando no Olímpico?
Com Tcheco e Tuta fora do time (dois cobradores em potencial) a angústia foi ainda maior. Mas os uruguais fizeram a parte deles (ou não fizeraram?). Perderam as duas primeiras cobranças e o Grêmio tratou de converter as suas, resultado final: Grêmio 4 x 2 Defensor. O Tricolor conseguiu, de novo!
Sandro Goiano foi um gigante, de novo, Carlos Eduardo foi muito bem, de novo, Lúcio foi muito eficiente, de novo, Tcheco foi competente na hora da decisão, de novo e o Grêmio teve sorte, de novo.

* * * * * * * * * * * * * * *

O adversário da semi-final é o perigoso Santos de Wanderley Luxemburgo. O segundo jogo é lá em São Paulo. Os paulistas eliminaram o América-MEX e garantiram a sua vaga. A única coisa que se pode dizer é que será um confronto muito difícil para os gaúchos. Se o Grêmio quiser passar terá que suar sangue nos dois jogos.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Top 10 - Esporte

Este post serve como uma forma de homenagear aqueles que eu considero como os dez maiores esportistas que eu vi em ação.

10º - ZIDANE

Craque do futebol francês, desbancou os favoritos brasileiros na final da Copa de 1998 e deu à França o seu primeiro título mundial de futebol. Despediu-se melancolicamente dos gramados na final da Copa de 2006, quando foi expulso depois de agredir, com uma cabeçada, o zagueiro italiano Materazzi.

9º - BORIS BECKERTenista alemão das décadas de 80 e 90. Venceu o tradicional torneio de Winbledon com apenas 17 anos, em 1986. Ficou conhecido pela raça e pela vontade que tinha em todos os seus jogos e por seus "voleios voadores". Permaneceu por muito tempo em 2º lugar no ranking da ATP, sempre atrás de Ivan Lendl.

8º - OSCAR

Lenda viva do basquete brasileiro. Foi o maior pontuador do basquete mundial e o maior atleta desta modalidade no nosso país. Participou da inesquecível equipe brasileira que venceu os EUA, em Indianápolis, no Pan-Americano de 1987.

7º - ROMÁRIOCraque do futebol brasileiro, comandou a seleção nacional na conquista do Tetracampeonato Mundial, nos EUA, em 1994. Iniciou sua carreira no Vasco da Gama, mas teve passagem pelo Flamengo, Fluminense, Barcelona-ESP, entre outros. Entrou para a história do esporte como o segundo jogador profissional a alcançar a incrível marca de 1000 gols em sua carreira.

6º - MICHAEL SCHUMACHERPiloto alemão que conquistou o heptacampeonato mundial de Fórmula-1 (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004). Correu por 15 anos na F-1. Competiu pelas equipes Jordan-Ford, Benneton-Ford, Benneton-Renault e Ferrari. Schumacher tornou-se conhecido não só pelos recordes, mas também pelas diversas polêmicas que esteve envolvido em sua carreira.

5º - BERNARDINHOMaior treinador do vôlei brasileiro. Em 1993, assumiu o grupo feminino, tirando-o do ostracismo para levá-lo ao pódio olímpico por duas vezes, com bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta/1996 e Sydnei/2000. Em seguida, assumiu o time masculino, recém chegado de uma campanha ruim em Sydnei. Desde então, vem acumulando títulos, alguns deles inéditos, como o do Mundial da Argentina/2002, até o ouro olímpico em Atenas/2004.

4º - LUIZ FELIPE SCOLARIUm dos maiores treinadores de futebol que o Brasil já viu. Teve início no Grêmio onde conquistou diversos títulos importantes no cenário nacional e internacional, passou pelo Palmeiras onde também obteve conquistas consagradoras, até sua chegada à Seleção Brasileira em 2002, a qual conduziu, na Copa da Coréia/Japão, ao quinto título mundial.

3º - GUSTAVO KUERTENMaior nome da história do tênis brasileiro. Venceu, por três vezes, o torneio de Roland Garros e, em 2000, foi o primeiro brasileiro a alcançar a inédita posição de número 1 do ranking da ATP. É, sem dúvida nenhuma, um dos maiores nomes do esporte brasileiro de todos os tempos. Uma grave contusão no quadril o afastou das quadras desde 2003.

2º - ROGER FEDERERTenista suíço que, em 2004, tornou-se número 1 do ranking da ATP. É o primeiro homem, desde Mats Wilander em 1988, a ganhar três dos quatro torneios de Grand Slam na mesma temporada (2004). Feito que repetiu em 2006. Federer é também o primeiro tenista da história a vencer os torneios de Winbledon e US Open três anos seguidos. Ao vencer o Master Series de Madri em 2006, ultrapassou Pete Sampras em número de Master Series conquistados, (Federer venceu 12), dando um largo passo para se tornar o melhor do mundo em todos os tempos.

1º - MICHAEL JORDANLenda viva do basquete americano, é considerado pela maioria dos especialistas como o maior jogador da modalidade de todos os tempos e, por muitos, como o mais importante atleta de todos os tempos. Foi eleito o MVP (melhor jogador da temporada da NBA) por cinco vezes, fato somente superado por Kareen Abdul Jabar (seis vezes), e MVP das finais por seis vezes, fato único na história da liga. Sua maior pontuação em uma única partida foi 69 pontos contra o Cleveland Cavaliers em 28 de março de 1990. Um dos seus recordes mais marcantes e uma das provas de sua superioridade no basquete, é sua média de pontos durante toda a carreira: 30,1 pontos em 15 temporadas. Comentaristas esportivos afirmam que ele controlava a gravidade e andava no ar, o que lhe rendeu o apelido de Michael "Air" Jordan.

Brasileirão - 2ª rodada

Atlético-PR 2 x 1 INTER
Luz amarela acesa no Beira Rio. O Inter, além de acumular a segunda derrota consecutiva na competição, ocupa, também, a 16ª posição na tabela de classificação, uma posição acima da zona de rebaixamento. Ainda é muito cedo para qualquer desespero. Não acredito que o Inter corra riscos de ser rebaixado esse ano, mas pode começar a correr riscos de não se classificar para nada no ano que vem (Sulamericana e Libertadores) e isso é preocupante.
Do jogo teve a infelicidade do zagueiro Titi que, ao tentar cortar um cruzamento que estava nas mãos do excelente goleiro Renan, marcou contra. Teve o gol de empate do Inter numa cobrança de falta de Mineiro, ele acertou o canto direito do goleiro atleticano, depois da bola desviar na barreira. No segundo tempo, o Inter desistiu de jogar. Isso se acentuou depois da expulsão, logo aos 3 min, de Maycon. O Furacão tomou conta das ações e o grande destaque do jogo acabou sendo Renan, goleiro do Inter. Ele operou, pelo menos, três milagres no jogo. No fim, depois de tanto martelar, o Atlético-PR conseguiu marcar o gol da vitória com Alex Mineiro.

* * * * * * * * * * * * * * *

GRÊMIO 2 x 0 Fluminense
Já pensando no Defensor quarta-feira, o Tricolor conseguiu bater o Fluminense, dentro do Olímpico, e somou os primeiros três pontos de uma equipe gaúcha na competição. Os gols anotados por Carlos Eduardo e Tuta coroaram uma atuação muito superior que a do adversário. O Flu, totalmente descaracterizado, jogou para não perder. Teve poucas investidas ao longo da partida e acabou sendo presa fácil para os gremistas.
Tcheco voltou a ter uma atuação convincente. Bruno Teles na lateral esquerda foi muito eficiente. Carlos Eduardo foi o melhor em campo. O destaque fica por conta da formação com Amoroso e Tuta no ataque e o recuo de Carlos Eduardo com quarto homem do meio campo. Provavelmente esta será a tática que Mano Menezes adotará na quarta-feira diante do Defensor.
O Grêmio ocupa a 13ª posição na tabela de classificação.

sábado, 19 de maio de 2007

Brasil, meu Brasil brasileiro

Mais uma vez nos deparamos diante de uma situação tipicamente brasileira, profissionais (controladores de vôo) revoltando-se com a situação de trabalho na qual se encontram.
Tudo começou no tal vôo 907 da Gol, onde, a princípio, um piloto americano era responsabilizado pela morte de 154 pessoas. Porém, ao analisar os fatos, e buscar os culpados, "descobre-se" que o controlador do dito vôo estava com vôos acima do máximo permitido, fazendo o controle de mais de 14, e passaram a desviar o assunto, direcionando-o aos controladores de vôo.
Eis aí, com rápidas palavras o início dessa crise. A partir daí, os controladores passaram a protestar, falando que não possuem boas condições de trabalho, que sempre controlam mais vôos que o máximo permitido, e os controladores militares aproveitaram a deixa e tocaram no assunto salário, que afinal de contas, por serem militares, recebem menos do que os que executam o mesmo papel, porém civis.
O país chocou-se - Onde já se viu, militares indo de encontro à hierarquia e à disciplina, esses são os pilares básicos das forças armadas, isso não se pode admitir. Ainda bem que houve esse choque, afinal de contas isso prova que esses mesmo militares respeitam a sua instituição, tanto que quando não o fazem, torna-se chocante. Porém sinto-me obrigado a perguntar: Quais são os pilares básicos da política? Ou da polícia? Notícias de políticos que desviam dinheiro, de policiais que se vendem para o tráfico, é a cada dia mais comum, e é aí que está a base da estrutura brasileira – a polícia a segurança, e na política a economia - porém ninguém acha absurdo, ninguém protesta, ninguém faz nada. Este é o Brasil. "Meu Brasil brasileiro". Que espera o problema acontecer para solucioná-lo.
Como vamos condenar esses sargentos da aeronáutica pelo que fizeram, num país em que professores só ganham aumento quando fazem greve, caminhoneiros só são ouvidos quando fecham estradas, sem-terras só aparecem quando invadem... Infelizmente, no Brasil, quem não chora não mama.
Bom, mas e o piloto americano que matou 154, que houve com ele? Será que ele esta bem? E se fosse um brasileiro que tivesse matado 154 americanos? Deixa isso pra lá, não vamos arrumar confusão de graça, afinal eles são nossos amigos, né?
É nessas horas que passo a concordar com Raul Seixas, "A solução é alugar o Brasil" e ficar feliz, pois "não vamos pagar nada, é tudo free".