segunda-feira, 14 de maio de 2007

Rafael Nadal

O espanhol continua imbatível no saibro. Já são 77 vitórias consecutivas, totalizando 13 títulos seguidos em torneio com este piso. Ontem, ele conquistou o tricampeonato no Master Series de Roma ao bater o chileno Fernando González por 2 sets a 0 (6/2 - 6/2).
Na verdade, Nadal viu seu reinado em perigo na semi-final deste torneio. Ele precisou de 3h40min para vencer o russo Nikolay Davydenko por 2 sets a 1 (7/6 - 6/7 - 6/4) em um jogo com altos e baixos. Depois de ultrapassar esta barreira, a final foi um passeio diante de González, que não impôs nenhuma dificuldade ao espanhol.
Invicto no saibro desde 2005, alguém aposta em quem será o próximo campeão de Roland Garros?

Brasileirão - 1ª rodada

Paraná 3 x 0 GRÊMIO
Jogando com os reservas em Curitiba, o Grêmio não foi páreo para o bom Paraná Clube. Imaginava-se que o Tricolor não fosse vencer no Paraná, mas os 3 a 0 acendem a luz amarela nas pretensões de Mano Menezes de utilizar o time reserva toda vez que houver um confronto pela Libertadores. Josiel (ex-Inter/SM) marcou duas vezes, expondo toda a fragilidade da zaga composta por Pereira e Schiavi. Foi um passeio, tanto para o Paraná quanto ao grupo gremista.

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INTER 2 x 3 Botafogo
Lá se vão nove ano de estréias em Brasileirões sem vitórias por parte do Inter. Ontem, jogando no Beira Rio, o colorado foi duramente golpeado pelo misto do Botafogo. Saiu vencendo, cedeu o empate ainda no primeiro tempo. No segundo, com um homem a mais em campo, viu o Botafogo marcar duas vezes em duas falhas clamorosas de sua defensiva. Descontou com Christian, mas não foi suficiente, placar final: 2 a 3. Pato e Fernandão cansaram a torcida de tantos gols que perderam, um, por Fernandão, foi incrível. Num cruzamento para a área, a zaga carioca parou fazendo a linha de impedimento e o atacante teve tempo de matar a bola no peito e concluir sem deixá-la cair no chão, o chute, bom o chute foi parar no Rio Guaíba. Péssima estréia de Gallo. O Inter fica devendo muito depois desse jogo.

domingo, 13 de maio de 2007

Campeonato Brasileiro 2007

Iniciou ontem a 37ª edição do Campeonato Brasileiro de futebol. É um campeonato longo e difícil. Essa fórmula de pontos corridos, em dois turnos, não me agrada muito. Sou adepto do "formulismo", para mim, aquela modalidade antiga de classificar os oito primeiros e partir pro mata-mata era perfeita.
O Grêmio vai a Curitiba enfrentar o Paraná Clube na sua estréia. O Tricolor joga totalmente descaracterizado, poupando os titulares para o confronto de quarta-feira contra o Defensor no Uruguai. O Paraná vem de desclassificação na Libertadores, mas sempre foi um time encardido principalmente contra os gaúchos.
O Internacional enfrenta o Botafogo no Beira Rio. Desde 1999 o colorado não consegue vencer em estréias do brasileirão. Acho esse time do Botafogo altamente badalado, mas sem conteúdo, a tendência é que o Inter quebre esse tabu.
O Juventude estréia contra o Corinthians no Morumbi, em SP. É o encontro de duas torcidas frustradas, com uma dose extra para o lado dos paulistas que nem sequer chegaram nas semi-finais do estadual. O Ju chega como franco-atirador, com objetivos modestos (a Sulamericana é o ouro).
Vamos esperar pelo menos umas três rodadas para apostar nos cavalos. Por enquanto qualquer previsão baseada no primeiro semenstre não passa de especulações.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Carlos Eugênio Simon

Em janeiro de 2006, eu tive a oportunidade de cobrir a Copa Santiago de Futebol Juvenil pela Rádio Imembuí (Santa Maria-RS), na cidade de Santiago-RS. Carlos Eugênio Simon foi convidado a apitar a final daquele campeonato e, terminado o jogo, entrevistei o Simon:
"Douglas - O senhor é a favor do uso das imagens de televisão para auxiliar a arbitragem, ou acredita que um possível erro do árbitro seja uma espécie de “charme” do futebol?
Simon - Não, nem uma, nem outra. Eu não sou favorável da interferência da tecnologia, do uso de imagens para alterar resultados de partidas, e também acho que o erro não é charme nenhum. O erro faz parte da falibilidade humana, assim como o árbitro erra, o jornalista erra, o jogador erra, o goleiro erra, o treinador, o dirigente, enfim. O erro faz parte da condição humana. Mas, evidentemente, que a gente entra em campo não com essa intenção. Queremos acertar 100%. Mas devido a fatores, inúmeros fatores que acontecem durante um jogo de futebol, tudo em frações de segundos, o árbitro comete um equívoco. Eu acredito é na profissionalização da arbitragem o que irá diminuir muitos os equívocos dos árbitros".
Obviamente que eu também não acho nada charmoso um erro de arbitragem, ainda mais aquele que o próprio Simon comentou, ontem, no jogo Botafogo e Atlético-MG. Nos minutos finais de jogo, ele deixou de marcar um pênalti claríssimo a favor dos mineiros e com isso a vaga ficou nas mãos dos cariocas.
Fiquei impressionado com a queda de produção do Simon nos últimos anos. Puxemos pela memória e vamos lembrar da final do Campeonato Gaúcho de 2005, onde ele acabou o jogo, pelo menos 2 minutos antes do tempo normal, alegando que a prorrogação era de 30 minutos corridos com a inversão de campo ao término dos primeiros 15. Depois, no ano passado, ele falhou bisonhamente em não marcar tiro indireto quando, no Grenal decisivo do Gauchão, o zagueiro colorado recuou a bola com os pés e o goleiro Clêmer a segurou com as mãos. Antes disso, houve aquela polêmica toda na final da Copa do Brasil 2002 entre Corinthians e Brasiliense, onde os jogadores do time de Brasília reclamaram muito da atuação deste árbitro. Ontem ele aprontou essa com o Galo.
Considero ele um grande árbitro, mas tá deixando muito a desejar. Se seus erros partem de interpretações, talvez o uso de imagens de TV possa ser uma saída para que a justiça seja feita dentro dos gramados. Não podemos mais admitir erros grosseiros como o de ontem, o futebol brasileiro não merece isso.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Kenny Braga

Está insuportável ouvir o Kenny Braga no "Sala de Redação" da Rádio Gaúcha. Ele é completamente desequilibrado. Não raro, a troco de nada, ele perde as estribeiras e distribui agressões, não só ao Cacalo (que é outro do mesmo naipe, com a única vantagem de não aloprar no microfone) que é, teoricamente, seu adversário na mesa, como aos demais participantes, inclusive ao âncora Ruy Carlos Ostermann.
Eu chamo a atenção que o Kenny Braga (Internacional) surgiu no jornalismo esportivo gaúcho para contrapor o Paulo Sant'Anna (Grêmio) que foi o primeiro cronista esportivo que adotou essa linha de ser identificado com um clube da dupla GRENAL. Agora, as diferenças entre ambos são gritantes, o Sant'Anna é mil Saharas mais qualificado.
Hoje, durante o programa, o Kenny Braga soltou uma pérola. Nitidamente abatido pela vitória Tricolor ontem e sem ser acionado no programa inteiro, ele fez a seguinte observação:
- O Grêmio se orgulha tanto da "Alma Castelhana" que diz possuir ... e agora? O adversário é o Defensor do Uruguai, eles são castelhanos ... os torcedores do Grêmio irão torcer pelo Defensor em nome dessa "Alma Castelhana"?
Que oportunidade que ele perdeu de ficar quieto. Com um comentário totalmente sem graça desses, obviamente que ninguém na mesa respondeu, aliás, ninguém se quer considerou a observação do Kenny Braga. Também, o que ele esperava? Que alguém respondesse: "É, Kenny, você acabou de levantar um grave dilema que assola todos os gremistas nesse momento: torcer para o Grêmio ou para o Defensor nas quartas-de-final da Libertadores".
Por essas e por outras que uns escrevem para o Zero Hora e outros para o "Diário Sangrento", a diferença está no "pedigree".

GRÊMIO 2 x 0 São Paulo - Libertadores 2007

Ontem a noite, no Estádio Olímpico, dois Tricolores se enfrentaram. Ambos são Campeões Brasileiros. Ambos são Campeões da América. Ambos são Campeões do Mundo ... mas só um é IMORTAL.
O Grêmio marcou o primeiro gol cedo, diminuiu o ritmo e, quando parecia que a decisão iria para os pênaltis, brilhou a estrela de Diego Souza. O chute da entrada da área, no canto direito de Rogério Ceni, pôs uma pá de cal nas pretensões paulistas ... o Grêmio conseguiu, de novo!
Destaque para Lúcio, Tcheco, Sandro Goiano, Willian, Carlos Eduardo, Teco, Diego Souza e Mano Menezes. No início do segundo tempo, quando Muricy pôs Dagoberto e Jorge Wágner, o São Paulo ganhou em movimentação ofensiva. O jogo ficou igual. Os paulistas não se intimidaram com a vibração das arquibancadas e começaram a buscar o gol. Depois do escanteio que Jorge Wágner bateu na trave de Saja, as coisas começaram a clarear novamente. O Grêmio precisava de uma chance. Ela veio. Bola nos pés de Amoroso, na entrada da área e o chute saiu mascado pela linha de fundo. Mais uma chance, só mais uma. Ela veio novamente. Só que dessa vez caiu nos pés de Diego Souza que fuzilou Rogério Ceni e pôs o Grêmio nas quartas-de-final da competição.
Muricy, mais uma vez, viu seu castelo desmoronar no Rio Grande do Sul. O Grêmio venceu e mostrou que para se ganhar alguma coisa na Libertadores precisa mais do que um bom time e um bom técnico, precisa ter alma ... precisa ser IMORTAL.

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O próximo adversário é o perigoso Defensor-URU que eliminou o Flamengo. Os castelhanos não constumam se entregar assim, vai ser outra peleia.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Bento XVI no Brasil

Ontem apareceu, em um dos noticiários da RBS TV, um grupo de gaúchos preparando-se para encontrar o Papa Bento XVI em São Paulo. O detalhe é que entre estes católicos existia uma moça aparentando ter entre 20, 21 anos, que irá conduzir consigo uma caixa com vários adereços religiosos, entre eles terços, rosários, santos, enfim, aquela indumentária que acompanha sempre o bom católico. Questionada pela repórter sobre o porquê de levar tudo aquilo para a missa papal, a moça respondeu:
- É para o Papa abençoar.
Não contente com a resposta, a repórter insistiu:
- Mas abençoar como se vocês não conseguirão chegar perto dele?
- É, mas basta o Papa levantar o seu braço e eu levantar essa caixa que todo esse material estará abençoado por ele - respondeu a devota.
Eu respeito muito a figura do Papa como personalidade mundial. Historicamente, não podemos desconsiderar a importância do Papa como autoridade máxima da Igreja Católica Apostólica Romana. Tanto Bento XVI, quanto João Paulo II são/foram figuras pacificadoras, preocupadas (pelo menos o discurso é esse) com as mazelas do mundo. Porém, e sempre há um porém, as pessoas estão ultrapassando o limite do bom senso. A chegada do Papa no Brasil está se transformando num acontecimento épico. A mobilização é tanta que não sei se o próprio Deus teria a mesma recepção caso resolvesse dar uma chegada por aqui.
Não quero dizer muito o que penso a respeito da Igreja Católica em toda sua história, em respeito aos adoradores do Papa e aos católicos em geral. Agora se aquela moça acredita que um simples levantar de braço do Bento XVI transformará seus pertences em souvenirs santificados, acho que está na hora de ela recorrer ao livro sagrado do cristianismo para se aconselhar, pois, até onde eu sei, só existe um único Deus, e Ele não veste batina, nem, muito menos, vive babilonicamente no Vaticano.

terça-feira, 8 de maio de 2007

GRÊMIO, BICAMPEÃO GAÚCHO

Com uma atuação impecável (a exceção de Tuta) o Grêmio goleou o Juventude (4 a 1) e conquistou o bicampeonato gaúcho. Foi a consagração da equipe que teve a melhor campanha em todo o certame. Se o Grêmio não tivesse revertido aquela disputa com o Caxias nas semi-finais, a injustiça estaria instalada no "ruralito 2007", porque o Tricolor sobrou em toda a competição, do começo ao fim.
Claro que o goleiro André deu uma força para o Grêmio, seja no primeiro jogo da final, seja no segundo, mas independente disso, era notório que a equipe porto-alegresense era oceanicamente melhor que os caxienses. No fim, deu a lógica, embora as vezes pareça que ela não existe quando falamos de futebol.

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Tenho certeza que os gremistas comemoraram a conquista com a cabeça no jogo de amanhã. O São Paulo é o adversário do ano para o Grêmio. Acredito que os paulistas são favoritos a conquista da vaga. Essa é a lógica, mas como eu disse, nem sempre ela se apresenta quando falamos de futebol.

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Ouvi essa na rádio Imembuí de Santa Maria (em cadeia com a Rádio Gaúcha). Em meio as comemorações do bicampeonato, o repórter se dirige a um torcedor e questiona:
- E este título?
Totalmente emocionado e completamente bêbado, o torcedor responde, quase as lágrimas:
- GRÊMIO, CAMPEÃO GAÚCHO FIFA!!!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

São Paulo 1 x 0 GRÊMIO - Libertadores 2007

No encontro dos Tricolores, o Paulista levou a melhor na primeira partida. O resultado não é de todo ruim, pior seria um 2 a 0, por exemplo, mas, claro, melhor seria um 2 a 1. O Grêmio perdeu a oportunidade de marcar um gol fora de casa e de trazer para o Olímpico a vantagem que o regulamento proporciona. O negócio agora é vencer o São Paulo, no Olímpico, por uma diferença de dois gols para se classificar. Tarefa difícil.
O Grêmio começou bem o primeiro tempo. Diego Souza foi brilhante e, sozinho, construiu duas belas chances para marcar, mas nas duas vezes parou em Rogério Ceni. Carlos Eduardo sentiu o peso da decisão e não apareceu no jogo. Sandro Goiano foi um guerreiro nos desarmes e preciso nos passes. Tcheco teve uma atuação regular, cometeu muitas faltas e ainda deve uma apresentação convincente nesta Libertadores.
No segundo tempo, precisando vencer em seus domínios, o São Paulo se lançou ao ataque. Muricy sacou Leandro e pôs Dagoberto, e este deu uma nova dinâmica ao ataque paulista. O gol saiu após cobrança de escanteio. A bendita "bola parada", mais uma vez, sacramentou o Grêmio.
Satisfeito com o resultado, o Grêmio especulava muito pouco no ataque e o São Paulo continuou em busca do segundo gol. Foram pelo menos 4 chances além do gol bem anulado. Amoroso entrou no lugar de Carlos Eduardo, participou pouco e na única oportunidade que teve, concluiu pro gol, mas foi travado. Placar final: 1 a 0.

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Eu não ouvi, até porque me nego a escutar a transmissão da Rede Globo quando se junta o "Trio Maravilha" (Galvão Bueno, Casagrande e Arnaldo César Coelho), mas fiquei sabendo que o comentarista (Casagrande) afirmou, logo após o gol anulado de Dagoberto, que aquele gol não poderia ser anulado pela plasticidade da jogada, ou seja, o árbitro deveria validar o gol por ter sido muito bonito mesmo estando impedido. Que estupidez! Quanta imbecilidade! Um comentário RIDÍCULO desses só poderia ter vindo de quem veio mesmo.
Por essas e por outras que o Paulo Brito (RBS TV) não sai do ar, tem coisa muito pior que ele por aí ... "heeeein oooo Batista!!!" .... "esssssssta bola passou pertooo!!!".

quarta-feira, 2 de maio de 2007

A Batalha das Superfícies

Roger Federer e Rafael Nadal entram em quadra para um desafio histórico: A Batalha das Superfícies. Se o espetáculo já teria dimensões gigantescas por seus protagonistas, a magnitude do embate aumenta ainda mais pelo cenário. A quadra terá grama de um lado da rede e saibro do outro. As regras da partida serão as mesmas de qualquer outra válida pelo circuito da ATP.
Embora seja uma partida inusitada e amistosa, o grande público tenista começa a apostar em quem será o vencedor deste confronto. Rafael Nadal é considerado um especialista no piso lento (saibro) e Roger Federer no piso rápido (grama). O espanhol tem a seu favor o fato de jogar em casa (Palma de Mallorca, na Espanha) e, também, o retrospecto de não perder no saibro há 72 partidas ou desde abril de 2005. Federer, por outro lado, é tetracampeão de Winbledon e não perde na grama há 4 anos.
Não acho que esta partida vá provar alguma coisa. Basta seguir um pensamento simples: O jogador que estiver pisando no saibro terá uma vantagem considerável, uma vez que neste piso a bola quica mais lentamente dando mais tempo para o tenista alcançá-la. Na lado da grama, a velocidade do quique da bola aumenta muito, favorecendo ao jogador que tenha um melhor jogo de saque-rede.
Mesmo achando que Nadal leva vantagem, será uma partida muito interessante tanto para o público quanto para os cofres dos patrocinadores.